Endocrinologia

Obesidade

A obesidade é a doença que mais aumenta no mundo todo.

Sendo assim, podemos concluir que não existe um bom tratamento ou cura para essa doença.Até hoje, não existe nenhuma dieta boa, assim como não existe uma ginástica perfeita ou ainda mais um remédio ótimo para o tratamento.

No momento, só há duas drogas permitidas para o tratamento da obesidade. O orlistat, que visa reduzir a absorção da gordura no intestino, e a sibutramina, que é um medicamento que faz com que o usuário se sinta mais cheio ao se alimentar (e assim para antes de comer e começa a perder o peso).

Os outros medicamentos, tanto alopáticos como fitoterápicos, são de uso “off label”, o que quer dizer que os medicamentos não são específicos para a perda de peso, mas que “podem” ser usadas no tratamento.

Assim, cada vez mais, percebe-se que o melhor tratamento e manutenção do peso é o estilo de vida, com uma nutrição equilibrada, associada a uma atividade física periódica e bom controle emocional, e se preciso,  com supervisão de uma equipe multiprofissional (médico, nutricionista, educador físico e psicólogo) e também de medicamentos.

A obesidade é considerada uma doença crônica.

Assim, o seu tratamento deve ser contínuo, com paciência e disciplina, sendo que ainda a medicina esta muito longe da cura.

Outro problema que parece agravar o problema da obesidade, é que existe uma teoria dizendo que a grande maioria da população atual possui uma pré disposição a obesidade, pois os antepassados que não conseguiam engordar (ou seja, não conseguiam formar estoque de energia), que era muito importante numa época em que a comida era escassa e que a atividade física era intensa, acabava morrendo de fome. Ou seja, os magros e os seus genes da “magreza” foram morrendo e não deixaram a sua geração se desenvolver.

Juntando essa “pré disposição genética” com o nosso estilo de vida atual, com muito estresse, muita comida e pouca atividade física, formamos uma grande armadilha para engordar, e o que costumo dizer é “quem não toma cuidado, acaba se tornando estatística”, ou seja, será apenas mais “um obeso dentro dessa grande doença epidêmica”.

Autor: Dr Hugo Yamashiro.

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